sábado, 31 de janeiro de 2009

PENA DE MORTE NO BRASIL

¨A FERA DE MACABU¨

Em 6 de março de 1855 foi executada na Cidade de Macaé, a pena de morte por enforcamento, contra Manoel da Motta Coqueiro, nominado pela imprensa da época, a ¨Fera de Macabu¨, acusado que fora da morte violenta de uma família de 8 (oito ) membros, em uma de suas 5 ( cinco) propriedades, na Região de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

Coqueiro desde sempre manifestou inocência, negando ser o mandante daquela chacina embora se negasse a dizer quem fora o verdadeiro culpado. Roupas ensanguentadas foram encontradas sobre a cama de Balbina, líder espiritual dos escravos da fazenda e que serviu de testemunha contra Manoel da Motta Coqueiro.

O Imperador do Brasil, Pedro II, conhecera pessoalmente Manoel da Motta Coqueiro e a esposa desse, Úrsula das Virgens Cabral, em 1847, quando em visita pela região, mas decidiu, embora tivesse renome internacional de humanista, amigo de Victor Hugo que era, negar ao condenado o último recurso, a graça imperial.

Pouco depois da execução da pena, descobriu-se que a sentença condenatória fora de todo injusta e que o rico fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro jamais fora a ¨Fera de Macabu¨.( Na véspera do enforcamento, em confissão ao Padre que o visitara no cárcere, elucidou que conhecia o mandante, mas prometera a ele nunca revelar seu nome)

O infortúnio de Coqueiro jamais terá compensação, embora tenha servido como base moral inquestionável, para a revogação da pena de morte no Brasil.


Fonte de pesquisa: de Carlos Marchi, ¨A Fera de Macaé¨, Ed.Record

Jornal Recomeço, elaborado pelos presos da Cadeia Pública de Leopoldina/ MG - número 80, de 28/11/2003 .



( E então, vamos debater sobre essas coisas? )

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